Homem que acreditou por mais de 30 anos que uma pinta na virilha era inofensiva descobre câncer agressivo

Homem que achava que marca de nascença na virilha era inofensiva por mais de 30 anos é diagnosticado com câncer agressivo

Durante grande parte da vida, Jonathan Muggleton acreditou carregar apenas uma marca de nascença comum. O britânico, hoje com 49 anos, notou ainda na adolescência uma pequena mancha em sua região íntima. Era algo do tamanho de uma unha, sem dor ou incômodo, e por isso nunca considerou necessário procurar ajuda médica com urgência.

Com o passar dos anos, a marca permaneceu estável, até que por volta de 2018 começou a mudar de aparência e textura. Na primeira consulta, recebeu apenas uma pomada para tratar o problema, mas o aspecto continuava a se transformar. Poucos meses depois, decidiu insistir em uma nova avaliação. Foi então encaminhado para uma biópsia que mudaria completamente o rumo de sua vida.

O diagnóstico inesperado

O pai de dois filhos tem sido aberto sobre suas dificuldades de saúde (GoFundMe)

O pai de dois filhos tem sido aberto sobre suas dificuldades de saúde (GoFundMe)

Jonathan recebeu a notícia de que sofria de melanoma mucoso, um tipo extremamente raro de câncer. Esse tumor representa apenas cerca de 1% de todos os casos de melanoma, segundo dados internacionais, e afeta regiões cobertas por mucosas, como boca, nariz, reto e órgãos genitais. A gravidade está no fato de ser um câncer agressivo e de difícil tratamento, com taxas de sobrevivência baixas em longo prazo.

Devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19, a esposa Rebecca não pôde estar presente no momento em que ele soube do diagnóstico. O casal só conseguiu conversar dentro do carro, em silêncio, absorvendo a dimensão da notícia.

Desde então, os últimos cinco anos foram marcados por procedimentos complexos. Jonathan passou por várias cirurgias inovadoras, recebeu imunoterapia e participou de ensaios clínicos. Ainda assim, o melanoma se espalhou para os linfonodos da virilha e, mais recentemente, atingiu a região abaixo de um de seus pulmões. Em setembro de 2023, ele se tornou o primeiro paciente no Reino Unido a realizar uma cirurgia experimental transmitida em um documentário médico de televisão.

Lutando pela vida

Apesar de todas as cirurgias, Jonathan manteve sua forma física e pedalou para arrecadar dinheiro para a caridade (GoFundMe)

Apesar de todas as cirurgias, Jonathan manteve sua forma física e pedalou para arrecadar dinheiro para a caridade (GoFundMe)

Pai de duas crianças, Charlie e Amelia, que tinham apenas cinco e sete anos quando tudo começou, Jonathan tenta manter a rotina familiar o mais próxima possível da normalidade. Ele procura dedicar tempo às atividades com os filhos e não abandonou a paixão pelo ciclismo, mesmo em meio às internações e tratamentos. Sua estratégia tem sido enfrentar a doença de forma aberta, sem esconder a realidade, mas focando nas pequenas conquistas do dia a dia.

Com os recursos disponíveis no sistema público britânico já esgotados, sua esposa iniciou uma campanha de arrecadação para custear um tratamento chamado TIL (linfócitos infiltrantes de tumor), oferecido apenas nos Estados Unidos. O valor necessário é de cerca de 350 mil libras, o equivalente a aproximadamente 2,55 milhões de reais, quantia que a família acredita poder significar uma chance real de prolongar a vida de Jonathan.

Apesar do esforço, os médicos alertaram o britânico sobre a gravidade da situação. Em 2023, chegou a ouvir que teria apenas seis meses de vida, já que a imunoterapia anterior não havia surtido efeito. No entanto, os exames mais recentes mostram uma estabilização temporária, o que mantém viva a esperança de ganhar mais tempo.

Enquanto aguarda os próximos passos, Jonathan confessa viver em ciclos curtos. A cada três meses, espera ansiosamente pelos novos resultados de exames para saber se pode respirar aliviado por mais algum tempo. Mesmo com essa incerteza constante, segue tentando equilibrar a luta contra o câncer com os momentos de normalidade ao lado da família.

Esse Homem que acreditou por mais de 30 anos que uma pinta na virilha era inofensiva descobre câncer agressivo foi publicado primeiro no Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.

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