Soldado ucraniano que sobreviveu a tortura e foi “enterrado vivo” conta como conseguiu escapar

Soldado ucraniano que sobreviveu a tortura e foi "enterrado vivo" conta como conseguiu escapar

Em um conflito marcado por relatos sombrios, a história de um soldado ucraniano se destaca não apenas pela brutalidade que sofreu, mas por sua incrível força de vontade para sobreviver. Vladislav, um integrante da Guarda Nacional de 33 anos, viveu uma experiência que confirma os piores temores sobre os métodos de guerra.

As violações de direitos humanos na Ucrânia têm sido amplamente documentadas por organizações internacionais. Em março, o Conselho de Direitos Humanos da ONU ouviu relatos perturbadores. Civis e soldados são supostamente vítimas de execuções, tortura e violência sexual praticadas por tropas russas.

Um desses depoimentos chocantes foi compartilhado pela advogada Vrinda Grover. Ela detalhou o caso de uma mulher civil que foi estuprada em uma instalação de detenção. Ao suplicar por misericórdia, lembrando aos seus algozes que tinha idade para ser mãe deles, a mulher ouviu uma resposta terrível. Eles a insultaram e disseram que ela não era um ser humano e não merecia viver.

Para os soldados capturados, a situação parece ser igualmente horrível. Vladislav foi feito prisioneiro e testemunhou a sorte de outros homens que foram torturados antes dele. De acordo com seu relato, esses prisioneiros, tidos como agentes de inteligência, sofreram mutilações extremas. Eles tiveram os olhos arrancados, lábios, orelhas, narizes e órgãos genitais cortados.

Um soldado ucraniano sobreviveu milagrosamente à tortura (@SuspilneDnipro/YouTube)

Um soldado ucraniano sobreviveu milagrosamente à tortura (@SuspilneDnipro/YouTube)

O próprio Vladislav foi submetido a uma tortura brutal. Seus captores cortaram sua garganta e o consideraram morto. Ele foi então jogado em uma fossa, sobre os corpos de sete outros soldados ucranianos que não haviam sobrevivido. Para tentar esconder os corpos, os soldados russos cobriram a vala com lixo e detritos.

Ironia do destino, foi esse ato de ocultação que deu a Vladislav uma chance de vida. O lixo jogado sobre ele o cobriu, mas também escondeu seus movimentos. Embora suas mãos estivessem amarradas e ele estivesse gravemente ferido, ele avistou um pedaço de vidro de garrafa quebrada entre os detritos.

Com determinação sobre-humana, ele conseguiu usar o caco de vidro para cortar as cordas que prendiam suas mãos. Livre das amarras, ele saiu arrastando-se do fosso. Seu corpo estava devastado, sua garganta cortada o impedia de falar e de emitir qualquer som.

A jornada que se seguiu foi um testemunho de pura resiliência. Vladislav rastejou por cinco longos dias em direção a um local seguro. A perda de sangue e a infecção começaram a apodrecer sua pele, mas ele não desistiu. Ele foi finalmente encontrado por forças ucranianas e levado às pressas para um hospital na região de Dnipropetrovsk.

Os médicos que o atenderam ficaram pasmos com seu estado. Eles afirmaram que a taxa de sobrevivência para um ferimento como o dele é mínima, dada a grande perda de sangue. O que o diferenciou, segundo seu médico, foi uma convicção inabalável. Até o último momento, Vladislav manteve a certeza de que tudo ficaria bem. Sua história, contada por escrito por ele mesmo e compartilhada por sua esposa Victoria, é um registro brutal dos horrores da guerra e um poderoso exemplo de coragem.

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