A preguiça e seu filhote: um encontro tocante na Reserva Biológica de Sooretama

Foto: Leonardo Merçon
“Preguiça-comum (Bradypus variegatus) fotografado em Sooretama/Linhares, Espírito Santo – Sudeste do Brasil. Bioma Mata Atlântica.
ENGLISH: Brown-throated sloth photographed in Sooretama/Linhares, Espírito Santo – Southeast of Brazil. Atlantic Forest Biome.”

A floresta parecia silenciosa em uma manhã de temperatura agradável. Estávamos em mais uma expedição para o livro da Reserva Biológica de Sooretama, uma das áreas mais ricas em biodiversidade que já visitei no Espírito Santo

Entre as trilhas e árvores centenárias, um chamado emocionado de um de meus colegas de campo, Mário Candeias, me levou até uma das cenas mais sensíveis que já fotografei: uma preguiça atravessando os galhos com um filhote grudado em suas costas.

A cena era delicada, quase mágica. A luminosidade da manhã conseguia atravessar lateralmente as copas das árvores e deixar a cena perfeita para fotografar.

A mãe, com movimentos lentos e precisos, passava de uma árvore para outra, enquanto o filhotinho se agarrava com leveza ao seu pelo, como se soubesse que aquele colo era o lugar mais seguro do mundo. 

Não é exagero dizer que esse tipo de imagem tem um poder único de tocar as pessoas. Eu acredito que, ao verem a ternura entre mãe e filhote na natureza, muitas pessoas compreendem — talvez pela primeira vez — por que lutamos tanto pela conservação.

Entre a beleza e a urgência

A preguiça é, para mim, um dos animais mais adoráveis da fauna brasileira. Talvez só empate em fofura para a lontra, em meus critérios de apaixonado pela natureza. São empates difíceis. Mas o que é fácil perceber é como essas criaturas despertam um carinho imediato em quem as observa. E isso é uma chave poderosa na comunicação ambiental.

É por isso que, sempre que tenho a oportunidade de registrar um momento tão especial como esse, busco compartilhá-lo. Porque acredito que o encantamento é o primeiro passo para o engajamento. A natureza precisa que a gente se apaixone por ela para decidirmos protegê-la.

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