
Orçamento 2026: salário mínimo deve subir para R$ 1.631 no próximo ano
O governo federal pretende destinar R$ 85,5 bilhões de recursos públicos para investimentos em 2026. A informação consta na proposta de Orçamento de 2026, enviada ao Congresso Nacional nesta sexta-feira (29).
🔎 Os investimentos são uma parcela das chamadas “despesas discricionárias” — que o governo não é obrigado a gastar. Ou seja, precisam estar previstos no Orçamento, mas, em caso de aperto financeiro, costumam ser contingenciados.
O valor de 2026 refere-se ao piso de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB), valor que precisa ser destinado a investimentos, segundo a regra do arcabouço fiscal.
Verba do PAC também será direcionada para compra de ônibus elétricos em Belo Horizonte.
Rodrigo Salgado/g1
Prioridades de aplicação
O governo deve priorizar as obras públicas do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), que sofrem com restrições de recursos e paralisações.
Em 2024 e 2025, respectivamente, o governo propôs R$ 69,7 bilhões e R$ 74,3 bilhões em investimentos públicos no Orçamento — pouco acima do mínimo previsto no arcabouço fiscal.
Após as eleições de 2022, com a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a então equipe de transição informou que buscaria elevar o valor proposto para 2023 para cerca de R$ 100 bilhões, o equivalente a 1% do Produto Interno Bruto (PIB).
Contudo, os valores propostos pelo governo têm ficado em torno dos 0,6% determinados pelas regras fiscais.
Veja os destaques dos investimentos em infraestrutura do orçamento:
Investimentos do Novo PAC: R$ 77,6 bilhões nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social.
Rodoviário: R$ 11,3 bilhões para manutenção e ampliação da malha rodoviária federal, com pavimentação de 16.919 km.
Ferroviário: R$ 417,2 milhões em 2026 para projetos como Ferrovia Norte-Sul e FIOL/FICO.
Aquaviário: R$ 656,5 milhões em 2026 para obras, modernização e manutenção em portos e hidrovias.
Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF): R$ 787 milhões para o Eixo Norte (Ramal do Apodi e Salgado) e R$ 53 milhões para o Eixo Leste.
Habitação (Minha Casa, Minha Vida): R$ 5,6 bilhões para o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), visando a contratação de 28.109 novas unidades habitacionais.