Mulheres estão mais pessimistas em relação ao futuro e uso de IA, aponta pesquisa

A sétima edição do Allianz Pulse, levantamento anual conduzido pela Allianz Research com 6.119 pessoas nas maiores economias da Europa, mostra mudanças relevantes nas percepções sobre futuro, mercado de trabalho, sustentabilidade e geopolítica.

O principal resultado foi a redução do pessimismo em relação ao futuro, que caiu de -23% em 2024 para -8,3% em 2025. Na Alemanha, a diferença entre otimistas e pessimistas recuou 17 pontos percentuais. A pesquisa também revelou uma disparidade de gênero: as mulheres se mostraram, em média, 11,8 pontos percentuais mais pessimistas que os homens, diferença atribuída a fatores estruturais, como a manutenção de uma diferença salarial bruta média de 12% na União Europeia.

Em relação à inteligência artificial, cerca de 50% dos entrevistados expressaram visão negativa, com maior resistência na Alemanha (58%), Áustria (57%) e França (53%). Espanha (40%) e Polônia (45%) apresentaram índices menores de desconfiança. Entre os fatores de preocupação, 54% citaram impactos econômicos da automação, principalmente sobre o mercado de trabalho. Apenas 15% avaliaram a IA de forma positiva, enquanto 31% mantêm posição neutra. Questões como privacidade de dados e desigualdade social também apareceram como pontos de atenção.

Na sustentabilidade, houve crescimento da disposição em pagar mais por produtos sustentáveis: de 10,9% em 2024 para 17,5% em 2025. A Geração Z lidera esse movimento, com 23,4% dispostos a aceitar aumentos de preços acima de 10%, contra 10,3% entre os Baby Boomers.

No campo geopolítico, o apoio a uma aliança com a China subiu para 24,1%, superando a preferência pelos Estados Unidos (15,1%). Um ano antes, a adesão ao bloco chinês era de apenas 7,9%.

Sobre polarização política, os participantes apontaram desigualdade social (33%) e mudanças demográficas (26%) como principais causas, à frente da desinformação. Em países com menor crescimento do PIB per capita, como Alemanha e Espanha, os jovens demonstraram maior inclinação a apoiar partidos de direita, refletindo tendências de desalinhamento econômico entre gerações.

O estudo foi realizado entre 7 e 30 de maio de 2025, com metodologia de amostragem por cotas representativas de sexo, faixa etária e escolaridade.

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