AC tem queda no nº de focos de incêndio em 1 ano, mas bombeiros ainda atenderam mais de 300 chamados


Queima controlada é suspensa por conta da estiagem e riscos de incêndios no Acre
Com 342 chamados, agosto apresentou uma queda de 82,87% no número de ocorrências de focos de incêndios registrados no Acre em comparação com o mesmo período do ano passado. Em 2024, o Corpo de Bombeiros do Acre disse que foram 1.997 ocorrências.
A redução também é similar aos registros do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), através do satélite de referência Aqua. De 1º de janeiro até 30 de agosto, foram identificados 577 focos, enquanto no mesmo período do ano passado foram 2.654, uma queda de 78%.
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“Apesar de atendermos pouco mais de 500 focos de incêndio em 2025, já foram 1.471 ocorrências atendidas. Isso porque inclui as atividades preventivas, as rondas e o combate aos incêndios em vegetação. Então, mesmo que o número de focos seja pequeno, nós estamos indo lá trabalhando e sendo efetivos, se não for no combate, é na prevenção”, informou o órgão.
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Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), suspendeu a autorização para queima controlada no Acre
Arquivo/CBM-AC
Em maio de 2024 foram atendidas 11 ocorrências e, em 2025, foram 8, uma diminuição de 27,27%.
Em junho do ano passado, os bombeiros foram chamados em 101 ocorrências de focos de incêndio. No mesmo mês em 2025, os bombeiros só precisaram se deslocar 21 vezes, uma diminuição de 79,21%.
Em julho, a diminuição foi ainda maior, de 72,97%, isso porque em 2024 foram atendidos 603 focos de incêndio e em 2025, apenas 163.
Queima controlada
No dia 13 de agosto, o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) suspendeu a autorização para queima controlada no estado por 180 dias.
A decisão considerou a situação de emergência provocada pela estiagem prolongada e pelo baixo nível dos rios, que aumenta o risco de incêndios florestais e compromete o abastecimento de água no estado.
Com a suspensão das autorizações, o Imac orienta que qualquer uso de fogo em áreas rurais e urbanas seja evitado, mesmo que para fins de limpeza de terreno. A suspensão é uma medida preventiva para evitar que a situação piore.
Segundo o órgão, quem descumprir a decisão pode ser responsabilizado criminalmente com base na legislação ambiental.
Motivos
A suspensão das autorizações para queima controlada não afeta apenas produtores e proprietários de terras, a medida tem impacto na preservação ambiental, no abastecimento de água e na saúde pública.
Risco elevado de incêndios: a queda da umidade do ar e o aumento da temperatura tornam qualquer queima mais fácil à chamas descontroladas.
Preservação dos recursos hídricos: com os rios em níveis críticos, o uso controlado do fogo pode agravar ainda mais a crise de abastecimento para a população.
Proteção à saúde: as queimadas afetam a qualidade do ar e podem desencadear problemas respiratórios, especialmente em populações vulneráveis.
Acre em emergência
O Acre enfrenta neste ano uma das secas mais severas dos últimos tempos, com temperaturas elevadas, baixa umidade e previsão de chuvas abaixo da média, em julho por exemplo, choveu apenas 8 milímetros na capital.
O governo do Acre sancionou, no dia 6 de agosto, o decreto que coloca o Acre em situação de emergência por causa da seca nos rios que cortam o estado. No mesmo dia, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, também assinou o decreto de situação de emergência por conta da seca do Rio Acre.
Os decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE).
Rio Acre segue em situação crítica e preocupa autoridades
Arquivo/Jhenyfer de Souza
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